Significado de Rock and roll
Rock and roll é o nome de um estilo
musical que veio da expressão “rocking and rolling”,
que quer dizer “balançar e rolar”. Essa expressão podia significar
"dançar" ou "fazer sexo". As suas principais influências
são: Blues, Boogie-woogie, Country, Folk, Gospel e
ritmos africanos.
Esta expressão designa um conjunto heterogêneo de estilos musicais
surgidos a partir dos anos 40 nos meios juvenis dos Estados Unidos e da
Inglaterra e que se situam entre o setor mais comercial da música pop e
a chamada música culta.
A música rock nasceu a partir de um número reduzido de
pessoas (conjunto, grupo ou banda), com uma base instrumental comum (guitarra
elétrica, baixo elétrico, percussão e teclados), apesar de por vezes se juntar
a outros instrumentos (como violinos, saxofones, etc.). As composições das
letras costumam ser breves e são independentes umas das outras. Ainda assim,
existem composições mais complexas, que imitam sinfonias (rock sinfônico).
O rock tem uma base cultural predominantemente
anglo-saxônica, se bem que, por vezes, com contribuições latinas ou caribenhas.
O rock and roll constituiu um dos principais meios de
difusão do estilo de vida anglo-norte-americano e, por extensão, foi um dos
mais importantes veículos da cultura ocidental no mundo (no Japão, por
exemplo). O inglês é a língua natural, embora não exclusiva do rock.
Este gênero musical está ligado com uma tomada de consciência por parte
dos intérpretes e público, que utilizam a música como instrumento de
reivindicação (por exemplo, em concertos a favor de grupos ou países em
dificuldades).
O rock está ligado a uma busca das novas tendências
musicais, o que faz do rock um dos campos mais ativos da
música experimental (utilização da eletrônica, dos meios audiovisuais,
aproximação com a música clássica, etc.). Se transformou em uma indústria de
proporções transnacionais, sendo que constitui uma importante fonte de
rendimento para muitos países.
Depois do sucesso de Bill Haley, as pessoas apontaram Elvis
Presley como o maior representante e "Rei do Rock and roll".
Este novo estilo musical penetrou facilmente no Reino Unido, onde existia uma
situação social próxima da dos EUA. Em finais dos anos 50, os intérpretes
americanos tiveram grande sucesso. Nessa altura, o conjunto britânico mais
interessante foi The Shadows.
1962 foi um ano importante para a história do rock, quando foi editado o
primeiro disco dos The Beatles "Love Me Do",
seguido logo depois do primeiro LP "Twist and Shout". O êxito
mundial do quarteto de Liverpool fez da Inglaterra o grande produtor de rock (as
novas tendências partiram dos britânicos e não dos norte-americanos, mais
conservadores). Os mais famosos grupos que surgiram nessa altura foram: The
Beatles, The Rolling Stones, The Kinks, The Who, entre outros.
Na Califórnia apareceu o pop rock no seio de uma
sociedade marcada pelo pacifismo, a contestação à guerra do Vietname
(movimentos hippies, yippies, etc.). Na segunda metade
dos anos 60 essas tendências foram se perdendo graças à polivalência dos
grandes intérpretes como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Frank Zappa, Rod
Stewart, Simon and Garfunkel, The Doors, etc. Esta foi uma época de grandes
concertos para multidões (Woodstock, Wight).
A fase de maturidade do rock chegou nos anos 70, onde antigos grupos se
consolidaram e surgiram solistas de grupos de terminaram como Lou Reed e Neil
Young. Nessa altura, o rock sinfônico prosperou e deu
ao rock uma elaboração e grandiosidade próprias da música
clássica. Foi a época dos Pink Floyd, Genesis, Emerson
Lake and Palmer, Yes, etc. Surgiu também
o hard rock, cujas composições se apoiavam num som forte,
contundente e desenfreado: Deep Purple, Led Zeppelin, Black
Sabbath.
O glam rock revelou uma ambiguidade sexual como nova
estética, através de David Bowie e Marc Bolan.
Ainda nos anos 70, a forte comercialização do rock e o
cansaço das novas gerações perante os velhos intérpretes provocaram a primeira
ruptura: em 1977 surgiu o punk, caracterizado pelo pessimismo e o
fatalismo das letras, uma música agressiva e uma forte violência latente. O
movimento punk foi efêmero, mas marcou profundamente a música
posterior.
Depois disso apareceram novas tendências: a "new wave"
(Elvis Costello), os novos românticos (Duran Duran), o tecno (Kraftwerk).
Enquanto isso, alguns artistas recuperavam valores tradicionais do rock,
como Bruce Springsteen. Surgiram também os chamados de heavy, que
se chamavam de herdeiros do rock duro.
A partir dos anos 80, o rock foi fortalecido através de
meios audiovisuais (com video clips) se tornou finalmente em um
fenômeno estável e apreciado pelas grandes massas.
Origem do rock
and roll
Surgido de uma adaptação dos "rhythm and blues", o
"rock and roll" obteve uma forte aceitação por parte da
juventude, muito crítica face à sociedade adulta norte-americana do pós-guerra.
O rock nasceu de uma atitude "anti" por parte
da juventude relativamente aos valores dos seus antepassados, constitui um dos
mais importantes movimentos sócio-culturais do século XX. Com o rock,
a música deixa de ser "propriedade" das classes dominantes e passa a
ser do povo. Apesar de ser a música por excelência da juventude, não é
exclusiva dela (muitos dos seus intérpretes ultrapassam os 40 anos).
Constitui um dos pilares da contestação juvenil, mas simultaneamente se
converteu em um dos instrumentos para a integração dos jovens quando o sistema
social assimila ou "comercializa" os seus protestos.
Embora a expressão "rock and roll" tenha aparecido em
1951, só em 1955, com o tema "Rock Around The Clock", de Bill
Haley, o novo estilo musical conquistou a emancipação.
A biografia dos 10 ícones do rock mundiais

Farrokh Bulsara, conhecido por todos nós como Freddie Mercury, foi o nome a frente da lendária banda de rock inglesa Queen. O primeiro disco do grupo, também chamado Queen, foi lançado em 1973 e fez sucesso local tendo logo depois explodido internacionalmente.
Freddie é a voz por trás de grandes clássicos como We Are the Champions, We Will Rock You, Bohemian Rhapsody, Don't Stop Me Now e Love of My Life. Além de cantar, o jovem rapaz também compunha e tocava.
Nascido na Tanzânia, ele deu os primeiros passos no mundo da música aos sete anos, quando começou a estudar piano. Quando tinha 18 anos mudou com a família para Londres, onde construiu toda a sua carreira musical.
2. Roger Waters (1943)

Também cantor e compositor - e com uma carreira de sucesso igualmente construída em Londres - Roger Waters esteve à frente do icônico conjunto Pink Floyd.
O grupo começou a se reunir quando Roger ainda estava no colégio (onde ficou amigo de David Gilmour e Syd Barrett). Já na faculdade conheceu os outros dois membros (Nick Mason e Richard Wright) e juntos formaram, em 1965, os Pink Floyd.
Líder da banda, ele foi autor dos maiores clássicos produzidos pelo grupo (caso de Animals, The Wall e Wish you were here).
Em 1984 o artista gravou o seu primeiro disco solo e, no ano a seguir, deixou a banda depois de uma série de brigas. Há décadas Roger Waters vem inscrevendo seu nome no hall da fama do rock.
3. Elvis Presley (1935-1977)

Para muita gente Elvis Presley foi o maior ídolo do rock (não é a toa o seu apelido de Rei do Rock). O americano do Mississípi começou a cantar no coro de uma igreja evangélica da sua região.
Oriundo de uma família humilde, antes de se dedicar integralmente a música foi lanterninha de cinema e caminhoneiro. Em 1954 assinou o seu primeiro contrato com um produtor musical. Nesse mesmo ano, gravou o seu primeiro disco que já arrebatou verdadeiras plateias.
A voz de Elvis marcou clássicos como That's All Right, It's Now or Never, Love Me Tender e Kiss Me Quick e serviu de trilha sonora para uma série de gerações.
4. Kurt Cobain (1967-1994)

Esse americano partiu da Terra cedo demais - com apenas 27 anos. Mas antes de ir embora deixou um legado memorável a frente da sua banda Nirvana.
Kurt Cobain foi um cantor, compositor e músico que decidiu seguir a carreira artística especialmente porque tinha tios que tocavam em bandas da sua região.
Kurt começou a cantar com apenas dois anos e aos 14 ganhou a sua primeira guitarra elétrica, onde compôs os primeiros acordes. Rebelde, ele abandonou o ensino médio duas semanas antes de se formar.
A vida inteira de Kurt foi dedicada à música - especialmente ao rock. O Nirvana, a banda que foi a sua casa durante a curta vida, surgiu em meados dos anos 80 levando os fãs a loucura.
5. Bob Dylan (1941)

Bob Dylan é tão talentoso mas tão talentoso que chegou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 2016. Além de cantar, Bob também compõe lindas canções que lhe renderam o prêmio mais alto do cânone literário.
Nascido e criado em Minnesota, nos Estados Unidos, Bob começou a tocar ainda na infância - especialmente violão. A carreira profissional começou nos anos 60 e desde então segue compondo e fazendo apresentações.
Uma referência no mundo da música, Bob serviu de influência para grandes como os Beatles e os Rolling Stones.
Sua música Like a Rolling Stone foi escolhida pela revista Rolling Stone como a melhor do século XX. Em 2012 o astro recebeu a maior honra civil dos Estados Unidos (a Medalha da Liberdade), entregue pelo então presidente Barack Obama.
6. Jimi Hendrix (1942-1970)

Um dos grandes nomes da década de 60, esse foi Jimi Hendrix, um guitarrista, cantor e compositor que entrou para a história. Acredite se quiser: antes de se dedicar à música, Jimi foi paraquedista do exército e só desistiu da carreira porque quebrou o tornozelo durante um dos saltos.
A vida do artista mudou quando foi viver em Nova Iorque - era o ano de 1963 - e começou a se dedicar às canções. Dois anos mais tarde, formou a sua primeira banda e, em 1966, decidiu imigrar para Londres onde a cena do rock estava acontecendo com força total.
Inovador, Jimi Hendrix inventou uma maneira de tocar expandindo a sonoridade da guitarra ao explorar a distorção e a microfonia.
7. Paul McCartney (1942)

Um menino prodígio, Paul escreveu a sua primeira canção com apenas 14 anos. Com enorme talento continuou escrevendo canções ao longo das décadas e trouxe ao mundo sucessos como Yesterday, Another Day, Michelle e And I Love Her.
Aliás, como falar no nome de Paul McCartney e não se lembrar imediatamente dos Beatles? A história do cantor inglês está entrelaçada com o percurso da banda que criou no início dos anos 60 na Inglaterra, ao lado dos amigos John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
Os Beatles foram um marco no universo do rock apresentando canções originais e super poderosas.
Depois do conjunto ter se dissolvido - em 1970 - Paul decidiu continuar com a carreira solo.
8. David Bowie (1947-2016)

Por causa da sua versatilidade, David Bowie ficou conhecido como um camaleão no mundo do rock. A sua capacidade de se reinventar fez com que ele se tornasse um dos maiores nomes do rock contemporâneo.
Alguns dos sucessos que fazem parte da trilha sonora da nossa vida - como Space Oddity, Heroes, Life on Mars e Ziggy Stardust - ficaram eternizados na voz dele.
Bowie era descendente de irlandeses tendo nascido e sido criado na Inglaterra. Foi com o pai que pegou o gosto pela música. Aos 15 anos montou uma banda e lançou o seu primeiro single. Em 1969 acertou na mosca ao lançar Space Oddity, ano em que o homem chegou à lua.
Bowie experimentou de tudo um pouco: flanou do rock pesado ao experimental, lançou discos conceituais e brincou com os limites da música. O cantor também atuou em uma série de filmes como Christiane F. (1981) e Fome de Viver (1983).
9. Mick Jagger (1943)

Vocalista dos Rolling Stones, uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, Mick Jagger é um astro que atravessa gerações. Nascido e criado na Inglaterra, quando tinha 14 anos recebeu de presente o seu primeiro violão - e foi ali que tudo começou.
Enquanto frequentava a faculdade de economia, Mick seguia investindo na sua carreira musical e chegou a ser convidado pelo amigo de infância Keith Richards para ingressar em uma banda. Com todo esse agito acontecendo, Jagger acabou por largar a faculdade para se dedicar 100% à música.
Em 1962 o grupo de Mick foi batizado como The Rolling Stones. Juntos eles gravaram clássicos como (I Can't Get No) Satisfaction (1965) e Stupid Girl (1966).
Mick Jagger já lançou mais de 50 discos e fez incontáveis shows no mundo inteiro, seu nome já virou lenda no universo do rock.
10. Raul Seixas (1945-1989)

O único brasileiro dessa lista é Raul Seixas, um baiano nascido na capital Salvador que ficou conhecido como um dos maiores representantes do rock no Brasil.
A sua carreira começou ainda na adolescência com a criação da banda Os Panteras, que lançou um disco em 1968. Raul continuou produzindo ao longo dos anos sozinho e com parceiros. São da autoria dele os sucessos Maluco Beleza e Ouro de Tolo.
Com uma vertente muito espiritual, Raul foi ligado ao ocultismo e se interessou por filosofia e psicologia, todos esses interesses se refletem nas letras das suas canções.
O grande talento infelizmente ficou entre nós por pouco tempo: Raul faleceu em 1989 com apenas 44 anos vítima de uma pancreatite aguda desenvolvida pelo alcoolismo.
Esses são apenas alguns nomes reverenciáveis na historia do Rock. Existem muitos outros artistas que neles se inspiraram para dar continuidade à esse estilo rebelde e revolucionário da música. E viva o Rock and Roll!!!
CURIOSIDADES DO ROCK AND ROLL
Não foi Raul Seixas, nem Roberto Carlos e menos ainda Os Mutantes! Na real, o rock chegou no Brasil na mesma época em que Elvis Presley apareceu para o mundo, ou seja, nos anos 50, mais precisamente em 1957, quando Cauby Peixoto (saudoso) gravou a canção Rock and Roll em Copacabana. Naquela mesma época, Nora Ney, os irmãos Tony e Celly Campelo, e Betinho & Seu Conjunto, também faziam rock cantando em português.
2. Flerte entre a bossa nova e o rock and roll
Houve uma época em que a bossa nova e rock transitavam de igual para igual entre a juventude brasileira. Ambos os estilos faziam letras que falavam de praia, paquera e assuntos ligados ao cotidiano jovem. A partir de 1964, os estilos se distanciam. A bossa começou a seguir a tendência politizada e o rock mergulhou no nonsense capitaneado pela Jovem Guarda.
3. Mandaram uma lenda estudar!
Nos anos 90, o guitarrista Eric Clapton já era mais do que um mito. Segundo a lenda, em 1994, o padre da paróquia que Eric congregava convidou o guitar hero para tocar em uma atividade da igreja. Como um bom cavalheiro, Clapton aceitou o convite! O religioso, no entanto, usou de toda sua autoridade eclesiástica e deu um conselho ao músico: estude bastante o seu instrumento antes de se apresentar.
4. Rock brasileiro inimigo da igreja
Em 1977, o cantor Odair José lançou o álbum O Filho de Maria e José, que acabou sendo a primeira ópera-rock da música nacional. Influenciado pelo livro O Profeta, do libanês Khalil Gibran, e por lendas do rock da década de 70, Odair propôs um conjunto de músicas, ligadas entre si, que relata a trajetória de vida de um jovem homossexual – o filho de José e Maria, que após anos de solidão e rejeição social, assume a sua sexualidade e, aos 33 anos, encontra a felicidade. Para muitos, as letras eram uma livre adaptação da história de Jesus Cristo para os dias atuais. O roqueiro, no entanto, afirma que o protagonista da história poderia ser o carnavalesco Clóvis Bornay. Como não poderia ser diferente, a Igreja não concordou com o tema do álbum e chegou ao ponto de alguns padres ameaçarem excomungar o cantor.
5. Ciência + literatura + rock progressivo
Conhecido pela obra canônica O Guia do Mochileiro das Galáxias, o saudoso escritor britânico Douglas Adams era muito amigo dos caras do Pink Floyd. O nível da amizade era tão elevado, que o guitarrista e vocalista David Gilmour deu a Douglas a missão de batizar o último disco que a banda lançou quando estava na ativa, The Division Bell, lançado em 1994. No mesmo álbum, os gigantes do rock progressivo contaram com a participação especial do gênio das ciências Stephen Hawking, que colocou sua voz digital na música Keep Talking.
6. Maior público em um show de rock
Na noite de 31 de dezembro de 1993, o cantor Rod Stewart se apresentou diante de 3,5 milhões de pessoas, em um palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com este feito, de acordo com o Guinness Book, Stewart é dono do maior público presente em um show de rock em todos os tempos!
7. Fim de uma polêmica
Nem Kiss, nem Secos & Molhados e nem Alice Cooper! O roqueiro que começou com o lance de maquiar o rosto foi o britânico Arthur Brown, que começou a se apresentar com o rosto pintado por volta de 1968. Já em 1971, antes dos genias Ney Matogrosso e Paul Stanley revolucionarem o rock, alguns integrantes da banda de rock progressivo Osana apareceram com os rostos pintados. O calendário da história chega ao século XXI e o gênero rock and roll mantém-se entre os mais importantes do universo musical. Apesar de sempre se reciclar, o estilo não parece revelar tendência de deixar de existir. Inúmeras mudanças, revoluções e evoluções aconteceram ao longo da trajetória do rock desde seu surgimento. O que não mudou, e tão pouco há indícios de que vá seguir outras tendências, é a maneira revolucionária, contestada e geniosa com a qual o rock and roll escreve a própria trajetória.
Fonte:https://www.significados.com.br/rock-and-roll/#:~:text=Rock%20and%20roll%20%C3%A9%20o,Folk%2C%20Gospel%20e%20ritmos%20africanos. / https://www.ebiografia.com/icones_rock/

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